segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mariana procura namorado acompanhante

Recebi um email da Mariana.

A Mariana é uma acompanhante de luxo (muito bem estabelecida, segundo diz...) e, resumindo, ela quer encontrar-se comigo num âmbito pessoal porque está cansada de ter namorados "normais" e não resultar.

Pelo que a Mariana conta, ela não quer ter uma vida dupla. Por isso mentir e esconder está fora de questão para ela. Quando inicia uma relação o namorado sabe o que ela faz para ganhar a vida. Apesar de ao ínicio parecer estar tudo bem, surgem 2 tipos de problemas. Os namorados que realmente aceitam o facto de ela ser acompanhante fazem-no porque se encostam financeiramente. A Mariana farta-se. Os que não têm dependência financeira mais cedo ou mais tarde começam a tentar fazê-la desistir da profissão. A Mariana não aceita.

Eu compreendo perfeitamente a posição relativamente à primeira situação. Relativamente à segunda, ao facto de o namorado querer que a Mariana deixe a actividade, ao principio até tentei compreender, mas realmente a Mariana tem razão em não aceitar. É que ao aceitar isso passa a estar ela numa situação de dependência, perde o que lutou muito para conquistar.

A Mariana gostaria de me conhecer porque já há algum tempo que pensa que talvez só um homem com a mesma profissão a possa realmente compreender e assim atinjam uma relação estável. A Mariana quer conhecer-me com o objectivo de ter uma relação comigo, se gostarmos um do outro claro...

Senti-me lisonjeado!

Eu agradeci o convite mas tive que declinar. É que eu tenho uma namorada (que por acaso não sonha que eu sou acompanhante) e não estou aberto a novas relações.

Mas quero aqui deixar bem claro que até partilho da opinião da Mariana, e posso até no futuro, se a minha relação actual não resultar e eu quiser assumir esta minha actividade de acompanhante de forma mais séria, pensar que só alguém da mesma profissão possa aceitá-la.

Desejo as maiores felicidades à Mariana, espero que ela encontre mesmo alguém muito especial (acompanhante ou não...) que a respeite, e com quem seja feliz para toda a vida!!!!

35 comentários:

  1. Obrigada pelo comment... Acho que vou tirar umas idéias das tuas experiências e escrever novos post's... Pode ser?

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  2. Olá Afrodit

    Claro que podes.

    Depois diz para eu ir ver.

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  3. Boas,

    Vim dar uma visitinha no blog e pelo que vejo está concorrido... :-)

    Opinião pessoal sobre este texto a mariana não vai ter a vida facilitada.

    Compreendo o que ela sente mas muito complicado qualquer homem e qualquer mulher aceitar este tipo de condições, ser namorado/a ou ter uma relação mais séria com alguém que faz do escort vida profissional.

    Uma coisa é usar os serviços dela outra coisa é digerir sentimentos, em todo o caso, desejo-lhe toda a sorte.

    Boa continuação ;-)

    abraço

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  4. Olá

    Obrigado pela visita e pelo comentário.

    Pois eu também acho que a Mariana não tem a vida fácil. Assim como muitas outras Marianas que por ai há...

    Sem querer entrar em polémicas, acho que a maior parte da mulheres que se dedica à prostituição ou acompanhantes (não é bem a mesma coisa...) não tem o perfil psicológico para conseguir desenvolver uma relação emotiva estável. É que normalmente associado à escolha da profissão existem outros problemas pessoais e sociais que o dificultam.

    Mas se nos centrar-mos nas Marianas, as que querem ter uma vida emocional estável e que têm capacidade para o conseguir e manter, compreendo que não é fácil encontrar o homem certo para essa relação.

    A minha namorada não sabe que sou escort. Se um dia descobrir tenho quase a certeza que não o aceitará. Se esse dia surgir não vou iniciar uma relação baseada na mentira. Porque não uma relação com uma Mariana? Não me choca...

    Abraço

    Jorge

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  5. Boas

    Acho que esta tua frase resume um pouco a dificuldade que qualquer escort irá encontrar pela frente:

    "não tem o perfil psicológico para conseguir desenvolver uma relação emotiva estável. É que normalmente associado à escolha da profissão existem outros problemas pessoais e sociais que o dificultam"

    Em relação á tua dica não sei se será assim tão simples a resolução de procurares uma Mariana caso a tua namorada decubra...

    Mas terei todo o gosto em aprofundar este tema talvez noutro contexto.

    Abraço

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  6. "não tem o perfil psicológico para conseguir desenvolver uma relação emotiva estável. É que normalmente associado à escolha da profissão existem outros problemas pessoais e sociais que o dificultam"

    Disse isto da maioria das escorts. E chamei de "Mariana" às outras, as que terão essa capacidade de ter uma relação estável.

    Portanto as "Marianas" não terão nenhum problema interno. Só lhes falta encontrar o homem certo. O que é verdade ser difícil...

    Quanto a mim, penso que podia funcionr bem com uma "Mariana". O dificil pode ser encontrá-la, pois acho que serão a minoria quase infima...

    Abraço

    Jorge

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  7. Jorge

    Vamos por partes, a sociedade adora ser enganada, convive maravilhosamente bem com a mentira, a verdade é um veneno que siimplesmente não sabemos digerir e traz a cólera, ódio, etc etc...

    Isto em termos gerais, não especificando o contexto A ou B.

    Claro que percebi que te referes ás Marianas que fazem este tipo de vida, até aqui nada de novo.

    Repara uma coisa muito simples em relação á vossa opção de 2ª vida secreta, tanto á versão masculina como feminina.

    Vamos apenas imaginar uma situação hipotética: tu conheces a mariana e ambos aceitam ser namorados (vai envolver sentimentos) e ambos são escort. Ambos saberam sempre que o outro estará com um/uma cliente a proporcionar prazer, seja carinho, presença fisica ou acto sexual a determinada hora.

    Será esta hipotética situação aceitavel mesmo entre dois escort?

    Agora imaginemos a mesma situação mas apenas uma das pessoas do casal é escort e a outra tem conhecimento como pretende a Mariana, é muito dificil aceitar que a Mariana pode estar numa determinada hora com um cliente a proporcionar tudo aquilo que o namorado também pode desejar nesse instante...

    Pegando um pouco neste tema, coloco outra questão a ti em particular: quando estás com a tua namorada que desconhece a tua versão escort, tu com ela consegues ser escort e proporcionar o mesmo prazer a ela que darias a uma cliente ou despes completamente a "mascara" de escort com ela?

    Não sei se está confusa a pergunta, espero que não.

    Abraço

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  8. "Vamos por partes, a sociedade adora ser enganada, convive maravilhosamente bem com a mentira, a verdade é um veneno que siimplesmente não sabemos digerir e traz a cólera, ódio, etc etc..."

    É muito verdade, principalmente para a sociedade portuguesa. Há no entanto sociedades mais evoluídas, onde as coisas não são assim. Mesmo em Portugal há excepções. Vejamos os casais adeptos do swing, wife-sharing, etc.

    Para aceitar certas coisas é preciso ter uma grande racionalidade, incompativel com o sangue quente latino, por isso nestas sociedades mediterranicas é dificil compreender muita coisa que é aceite noutras sociedades. Nessas sociedades ditas mais evoluidas (para mim é mesmo uma questão de evolução) as pessoas são muito mais instruidas e racionais. São também mais frias, perdendo a espontaneidade que nos caracteriza.

    Mas eu acredito que é possivel (apesar de quase impossivel para o português / portuguesa normal) um escort manter uma relação estavel um não escort.

    Penso também que será mais fácil atingir a estabilidade entre 2 escorts, porque ninguém pode atirar pedras a ninguém (é só telhados de vidro...)

    No meu caso pessoal, quando não estou com clientes, sou uma pessoa completamente normal, em todos os aspectos...

    Abraços

    Jorge

    PS: Como podes reparar, hoje não tive nenhuma cliente...

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  9. Eheheh gostei do teu P.S. mas não faço questão de controlar o teu n. de cliente por noite ;-)

    A minha critica á nossa sociedade vai no sentido em que adoramos ser enganados, mas somos o somos e nem sempre o que gostariamos de ser.

    É assim o Swing e todos esses grupos, existem sim, mas para poderem existir em Portugal com saúde tem que existir no anonimato, mais um exemplo de que sabemos que existem mas preferimos mantê-los secretos. S:

    "Mas eu acredito que é possivel (apesar de quase impossivel para o português / portuguesa normal) um escort manter uma relação estavel um não escort." é possivel mas... desde que o não escort não saiba, la está a mentira vence a honestidade.

    "Penso também que será mais fácil atingir a estabilidade entre 2 escorts, porque ninguém pode atirar pedras a ninguém (é só telhados de vidro...)" coloco muitas duvidas sobre esta opção, ha varias opções que colocariam sempre este tipo de relacionamento em risco, ou seriam uma mistura de Swing/Escort com muitas regras á mistura ou não creio que um casal Escort consiga uma relação estável.

    Seria interessante caso ela aceite termos a opinião da própria Mariana, mas é opcional.

    Nota: o teu blogue como qualquer outro pode ser considerado um forum, só depende dos/as leitores/as.

    Abraço

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  10. Olha

    Um grande problema que se põe numa relação entre um escort e um não escort é que o não escort terá sempre tendência a pensar que o escort não consegue separar a vida pessoal da profissional.

    Se 2 escorts se envolvem com o objectivo de ter uma relação estável, ambos sabem que tal é possível pois são o exemplo disso.

    Abraço

    Jorge

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  11. Ok, então deixemos este tema em "banho de maria", caso surjam mais exemplos determinantes depois tentarei explicar melhor o meu ponto de vista.

    De modo algum quero fazer desta troca de ideias um ataque a quem quer que seja.

    Abraço

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  12. Neste caso fica mais em "banho Mariana"... Lol

    Claro, estamos a trocar opinões e pontos de vista. Eu gosto...

    Abraço

    Jorge

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  13. Nos latinos não temos esta cabeça avançada como vc diz, Alias não aceitamos a maioria é conservadora como eu
    Não entendo isto vim porque queria saber o que era escort
    Que pena o amor esta virando comercio, alias a muito tempo é comercio para alguns e algo maravilhoso e sagrado para outros, Uma latina brasileira e mineira
    Somos tradicionais

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  14. Boa tarde,

    Sou a Ana e depois de entrar no teu blog por curiosidade...


    o que te levou a iniciar esta actividade e porque?

    Faço esta pergunta porque fiquei curiosa por saber o que te levou a tomar esta desição...

    Ana

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  15. Olá Ana

    Obrigado pelo teu comentário.

    Devo dizer que a principal razão foi a aventura, fazer qualquer coisa proibida, censurável.

    E também curiosidade. Saber se eu era capaz de o fazer (de pensar a fazer vai um grande passo... Muita gente pensa, pouca faz...) e conhecer realmente esta actividade por dentro.

    Acho que a questão financeira é a cereja no topo do bolo, e não a essência.

    Beijos

    Jorge

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  16. Olá Jorge,
    Sou a Catarina e encontrei hoje este teu blog. Também tenho um blog (mas é um blog muito diferente! uma vez que não sou escort!) mas agora até estou aqui a deixar-te este comentário de forma anónima (peço desculpa mas pode ser que depois um dia te diga para visitares o meu).
    Achei este teu blog interessante em vários aspectos. Primeiro porque é muito recente e é giro ler os primeiros posts de um blog e ir vendo a evolução. Segundo, porque acho que escreves bem (hoje em dia isso não é muito comum). Depois porque, apesar de não dizeres exactamente quem és, acabas por deixar transparecer sentimentos que me parecem muito reais. Por fim porque gostei deste fórum que se gerou a propósito deste teu post! Vou dar a minha opinião, posso? Sem fazer juízos de valor ou julgar ninguém! :-)
    A forma como as pessoas encaram as relações é diferente de pessoa para pessoa; e as relações são todas diferentes, pois dependem das tais pessoas; sendo assim, acho que, se as pessoas acham que uma relação não tem de ser exclusivamente a 2, então será certamente mais fácil aceitar que o namorado/a veja e esteja fisicamente com outras pessoas. O que eu acho que complica as coisas é o sexo, porque é difícil para alguém, mesmo que seja muito liberal!, aceitar que o seu namorado/a tenha sexo com outra pessoa (e que goste disso!).
    Este post fez-me pensar também no tema traição e nas suas nuances e fronteiras. Será que em nome de uma vida dupla faz sentido mentir/ocultar informações a alguém que nos é próximo?
    Eu não era capaz de viver uma relação assim com todos estes condimentos. Não é só uma questão dos ciúmes. Tem a ver com a concepção que eu tenho de uma relação.
    Obrigada por leres estas linhas!
    (lembro-me de mais montes de perguntas que gostava de te fazer, pois pareces uma pessoa muito acessível, e eu sou muito curiosa!, mas se calhar faço isso um dia por mail)

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  17. Sou eu outra vez, a Catarina. Estive a ler ainda mais coisas do teu blog, principalmente os comentários (teus e dos teus visitantes) e estou um bocado abismada. Eu explico. Não sei se existe mais algum homem que tenha um blog assim destes mas este é o primeiro do género que eu leio. E está a tornar-se um local blogosférico de discussão muito interessante! Isto já me levou a pensar que não deves mesmo ser um homem muito comum e indaguei-me do que leva um homem a tomar uma iniciativa destas? É uma pergunta retórica; já vi a tua resposta noutro comentário...
    Se não fosse a história de andares a esconder esta actividade extra da tua namorada (não gostei de ler isso!), até me sentia tentada a ir tomar um cafézinho contigo...

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  18. Olá Catarina.

    Obrigado pelos teus comentários. Agradeço quer os elogios quer as criticas. Por acaso eu acho que te conheço... estou a brincar, mas aposto que até tremeste :)

    Sobre as relações, as traições, a verdade e a mentira...

    As pessoas procuram as relações porque procuram um ponto de equilibrio. Mas depois na relação há uma luta constante entre o próprio equilibrio pessoal e o equilibrio da relação. A necessidade da mentira surge quando há um choque entre os dois equilibrios. Para não prescindir do equilibrio pessoal mente-se e ficam dois pseudo equilibrios.

    Metaforizando, as pessoas numa relação são como dois icebergs no mar alto de mão dada. A parte que se vê do iceberg representa o que cada um sabe do outro, a parte submersa representa a parte oculta ou a mentira. Cada pessoa tem maior ou menor parte submersa, mas normalmente tem sempre alguma coisa...

    Quanto ao facto de eu esconder esta actividade da minha namorada, neste momento tem que ser pois foi uma coisa que fiz já depois de iniciada a relação e tenho a certeza que não ia ser aceite. Eu também não sei por quanto tempo vou continuar com isto, mas se decidir que é isto que quero fazer da vida, então vou contar. Nesse caso não irei mais esconder e se a minha namorada não aceitar, não vou iniciar outra relação a esconder isto.

    Bjinhos e fica bem

    Jorge

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  19. Olá Jorge!
    Obrigada pela tua resposta. Gosto muito também de andar a trocar ideias e pensamentos. Gosto de pensar nas coisas da vida. Devo confessar que depois de ontem ter estado a ler o teu blog fiquei a pensar em vários assuntos que aqui se debatem.

    Se me conhecesses não havia problema nenhum! e quem te disse que eu ficaria a tremer? também acho que te conheço ;-)

    Concordo com o que dizes das relações. E sim, a metáfora do iceberg é muito boa. Mas não há que ser só crítico... também é muito bom que haja uma parte individual/individualista em cada relação. Não acredito na fusão total das almas (dos corpos ainda vá lá...). Mas a parte submersa não tem necessariamente de ser obscura (bem, não estou a chamar obscuro à tua actividade, espero que o entendas!).

    Acho que o mundo mudou muito nos últimos anos e isso se reflectiu e reflecte também nas relações. Aquelas ideias com que crescemos, com que fomos gerando a ideia do que é uma relação, estão todas modificadas. E isso trocou-nos as voltas! A nossa geração anda para aí a bater um bocado com a cabeça nas paredes...

    Outra coisa. As pessoas não procuram as relações só para ter equilíbrio! Aliás muitas vezes o que menos se tem com uma relação é equilíbrio! A maior parte delas procura-as porque a própria sociedade estipulou que se deve namorar, casar, ter filhos... and so on.

    E só para finalizar, por agora. Na altura em que o equilíbrio fica ameaçado não será melhor pura e simplesmente abandonar o barco, em vez de iniciar um mar de não verdades (que mais tarde ou mais cedo transformam a relação numa tempestade?). Não sei qual a melhor resposta. Também tenho pensado nisto ultimamente.

    Na minha visão deve ser bem mais fácil ser escort quando não se tem um relação com ninguém. Mais fácil para todos! Se não tivesses namorada achas que sentirias falta disso? Mesmo podendo estar com muitas outras mulheres? Ou achas que é mais fácil viver na tal vida dupla tendo uma relação estável?

    Um beijinho também para ti,

    Catarina

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  20. Olá Catarina

    Ainda bem que nos conhecemos. Assim já não somos 2 estranhos a trocar comments, mas 2 amigos keeping in touch...

    Haverá sempre todo o tipo excepções e para todos os gostos, mas no geral o ser humano é dado a viver em comunidade e a nossa sociedade desenvolveu o conceito de familia e é com a familia feliz que as pessoas crescem a sonhar. Na nossa sociedade não vejo isso muito como imposição, mas como um legado que passa de geração em geração. Isto no geral, e com espaço para todas as excepções...

    Continuo a achar que a relação é procurada como um ponto de equilibrio, independentemente do que acontece na práctica.

    Quanto à parte de cada um ter o seu espaço, na práctica as pessoas gostam de dar um espaço controlado. É verdade que os casais mais jovens concordam em que cada um tem direito ao seu espaço, mas na prática o que querem dizer é: "podes ter o teu espaço, desde que eu saiba exactamente qual é esse espaço, o quê e quem lá está. Se concordar com tudo, pode tê-lo. Se não, estamos mal..." Portanto a ideia de iceberg submerso (realidade) não é bem a ideia de espaço concedido...

    Quanto à questão de abandonar o barco, uma caracteristica do ser humano é a racionalidade. Analisar as concequências das acções antes de as tomar. Eu comecei esta actividade como uma experiência. Não sei se se vai tornar séria ou até quando vai continuar. É claro que seria muito mais fácil se não tivesse namorada.

    Eu tenho 32 anos e até agora só fiz asneiras, a nível pessoal e profissional. E porquê? Porque não era racional. Trocava de emprego e de namorada sem critério e sem salvaguardar o que tinha conquistado até ai. O que ia ter ou ser a seguir tinha sempre muito valor e o que tinha conquistado no passado não valia nada.

    Agora penso exactamente ao contrário. Valorizo mais o que tenho e dou um valor relativo ao que não tenho. Mais importante do que vou conquistar é não perder o que tenho.

    Usando isto como ponto de partida, se e quando tiver a certeza que esta actividade se torna uma coisa séria, tomo uma decisão. Enquanto não souber bem o que vai dar, vou levando as coisas assim...

    Bjinhos

    Jorge

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  21. Olá de novo!
    Mais umas opiniõeszinhas... ;-) (just some keeping in touch...)... com este blog vais ter muitas respostas para escrever!

    Olha que a sociedade impõe certos modelos, impõe! Talvez tu não sintas muito isso porque és homem e provavelmente sempre tiveste relações e ainda és muito novo. Mas isso acontece muito. Basta estar sem relação há algum tempo por exemplo ou estar casado sem ter filhos - pimba lá começam as boquinhas... Era mais neste sentido que eu falava.

    Relativamente ao iceberg, não estava a pensar na ponta submersa como o espaço da cada um, mas sim como o que é intrínseco a cada um. Ou seja, toda a nossa vida pessoal, desde sempre. E que inclui muita coisa que o outro não sabe, e muitas delas nem vai saber. E era nesse sentido que estava a dizer que ainda bem. Porque cada pessoa é um indíviduo.
    Essa ideia do espaço controlado é boa. Nunca tinha ouvido niguém se referir a isso dessa forma. Acho que existe, mas também existe muito espaço que é dado sem cobranças nem controlo. Apenas porque é normal dá-lo. Acredito que as coisas melhores numa relação são as que se fazem se se dar por isso. Mesmo numa relação escort-cliente eventualmente. Não sei se me estou a fazer entender a 100%. Mas qualquer dúvida, pergunta!

    As pessoas procuram relações também porque se querem sentir acarinhadas e bem consigo próprias. Há ali uma reciprocidade que é boa e que as faz sentirem-se bem consigo próprias. Mas concordo, como acho que disseste num outro post, que hoje em dia já não há nada para a vida (com excepções). Há os amigos, os verdadeiros, talvez. E a família.

    A racionalidade... ah a racionalidade. Acho que é impossível ser racional a 100%. Somos mais racionais numas coisas e menos noutras. Se conseguissemos ser sempre racionais a vida deixaria também provavelmente de ser tão interessante. Mas entendo essa tua "nova" visão da vida. Acho que temos sempre de dar valor ao que temos agora. O passado já foi e às vezes não vale mesmo a pena perder muito tempo a pensar nele. O futuro, não sabemos se vai acontecer, porque podemos pura a simplesmente morrer de um momento para o outro. Ora aí está um das coisas mais difíceis de fazer para o ser humano - viver apenas o presente. Mas talvez seja o que nos faz mais felizes!

    (espero não te ter dado nenhuma seca, nem a ninguém que tenha lido isto)

    beijinho

    Catarina

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  22. Olá Catarina

    Agora é só para tem dar um beijinho.

    Não estás a dar seca, mas os leitores já têm aqui os nossos pontos de vista, com as suas semelhanças e diferenças.

    Beijinhos

    Jorge

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  23. Boas, Jorge ca vim eu mais uma vez espreitar o teu cantinho e ta animado :-)

    O que é optimo!

    Gostei da intervenção da Catarina e concordar com o que ela diz sobre a sociedade impor modelos, mas, não nos esquecamos que nós também aceitamos esses mesmo modelos impostos porque não acreditamos nas nossas potencialidades enquanto individuos solitários, ou seja (e pegando no exemplo que ela deu), não temos capacidade de saber dizer não nas alturas certas.

    Tenho me cruzado com pessoas da minha juventude que tem optado por varios motivos em ficarem solteiros/as e vejo nessas pessoas força interior para responder de forma inteligente á velha questão "quando é que te casas?"

    A questão dos filhos ja é mais complicada, a menos que a mulher não tenha minimo interesse em ser mãe e que o respectivo parceiro esteja de acordo, todos os outros casos a idade pesa e muito no subconsciente principalmente da mulher, mesmo que ela ignore as "bocas da sociedade" o relógio biológico não pára e com o tempo torna-se um factor psicológico determinante a pesar no casal.

    Também em relação ao factor: abandonar o barco (relação), em vez de enveredar pela mentira... teoricamente é facil de falar, mas, e quantas pessoas teram coragem para se sentarem em frente uma da outra para dizerem de forma adulta que a relação chegou ao fim? Quantas pessoas conseguem aceitar uma nega?

    "As pessoas procuram relações também porque se querem sentir acarinhadas e bem consigo próprias. Há ali uma reciprocidade que é boa e que as faz sentirem-se bem consigo próprias."

    É aqui que na minha opinião os/as escort fazem toda a diferença. Enquanto numa relação de namoro ou casamento as pessoas procuram carinho, amor, amizade ect etc de forma gratuita num acto de reciprocidade, com o tempo e convivencia do casal tudo isto tende a desaparecer por N razões.

    Ja os escort encaixam que nem uma luva, porque oferecem tudo isto ou dão tudo isto a troco de um valor X, tal como o Jorge diz noutros post, durante o tempo definido e pago, a cliente é acarinhada, apaparicada, é o centro das atenções para aquela pessoa que a ouve.

    Agora e concordando com a frase da catarina a terminar, de facto preocupamo-nos tanto com o passado e o futuro que não vivemos o presente, e aqui, é mais um dos padrões definidos pela sociedade que temos e aceitamos.

    Comprimentos

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  24. Ola Joaquim (acho que deve ser esse o teu nome...)

    É bom ter-te de volta.

    Vou só comentar a tua última frase. Sobre as relações já não me apetece blogar. Os pontos de vista estão em cima da mesa. Mas concordo com tudo na generalidade.

    "Viver o presente"

    Sim senhor. Bonito. Mas o que é isso de viver o presente?

    Normalmente as pessoas entendem o "viver o presente" como divertir-se, sair, viajar, beber uns copos. "Viver o presente" está associado à diversão e não à evolução.

    Pois eu acho que a forma mais sábia de viver o presente é a construir o futuro.

    Não gosto de remoer o passado. Devemos aprender com o passado, faz parte de nós, mas não deve condicionar demasiado o nosso futuro. O passado é importante, mas vale o que vale. Dá-nos sabedoria e devemos aproveitá-la para evoluir, não para ficar parado a olhar para trás.

    Como devemos então viver o presente? Trabalhando para que o nosso futuro e o de quem nos rodeia seja melhor, acho eu...

    Aqui a definição de "quem nos rodeia" pode ir desde ninguém (egoismo) até todo o mundo (Madre teresa de calcuta).

    Exemplos de como devemos viver o presente:

    - A estudar. Aprender é fundamental. Para nós e para passarmos conhecimento aos filhos.

    - A trabalhar. Ser produtivo é fundamental. Contribuir para a sociedade. Não apenas ter um emprego e passar lá as horas. Temos que tentar fazer a diferença, no que quer que seja que façamos.

    - Familia e amigos. Devemos procurar a união e harmonia familiar e dos amigos. Preocuparmo-nos com eles. Ajudar. São parte do nosso equilibrio.

    Exemplos de como não devemos viver o presente:

    - A ver novelas e os morangos com açucar.
    - Com coscuvelhices
    - Com vicios destruidores (alcool, drogas, jogo)

    Abraços

    Jorge

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  25. Ora aí está. Era exactamente a essa forma de viver o presente que descreves a que eu me referia! Viver com plena consciência do aqui e agora, sempre a melhorar aquilo que podemos ser. Melhorar é para mim uma palavra de ordem.

    Cumprimentos aos dois,
    Catarina

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  26. :-)

    Uma vez que também ja referis-te algus erros do teu passado, tomo a liberdade de falar de uma situação, talvez a mais delicada para mim e que aconteceu quando tinha entre os 16 e os 19, a chamada idade do armário. Foi dos tempo mais contorbados no passado, onde estive a um pequeno passo de colocar termo á minha vida, as razões na altura pareciam-me mais do que suficientes, mas acabei por não ir em frente, caso contrário não estaria agora aqui a trocar opiniões.

    O que é o presente?

    Neste momento o presente é estar a responder aqui no blogue com o todo o prazer :-)

    O futuro! bom, parto do principio que amanhã estarei no meu local de trabalho, mas é algo que é previsivel, não um dado adquirido.

    Eu entendo o teu ponto e aceito, mas é a forma como todos vivemos o presente com preocuações no futuro.

    Vou dar mais um ex que aconteceu esta semana e que eu presenciei:

    Tal como tu, também tenho duas actividades laborais, uma que é a principal a outra mais como hobby. Na principal, esta semana que passou foi uma semana muito calma em termos de trabalho, mas ja era previsivel que assim fosse, e todos os meus colegas reclamavam como o tempo custava a passar, mas pior do que reclamar da situação do presente, foi ouvi-los a reclamar que para a semana é que vai ser pior, ou seja, a partir da próxima 2ª feira irá (futuro) ser muito complicado, poorque é previsivel que assim seja, no entanto as pessoas esqueçem-se qe no presente por vezes a vida coloca-nos surpresas ás quais devemos estar preparados ou pelo menos saber responder. Infelizmente um desses meus colegas teve uma noticia desagradavel, e toda a preocupação que tinha demonstrado em relação á proxima semana, foi alterado.

    Isto para dizer que todos nós partimos do pressuposto que vai existir um amanhã, então vivemos o presente com preocupação no futuro.

    Não é facil toda esta filosofia, até porque o sangue corre nas veias e temos sempre a cabeça a pensar em N coisas ao mesmo tempo, mas o presente para mim, é o que estou a fazer no momento.

    O passado é história que serve para ser contada ou não, depende de quem conta.

    O futuro é sempre um mistério.

    Abraço e beijinho para a catarina

    P.S.: peço desculpa pelo exemplo que dei ter focado a morte, mas ela também está presente

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  27. Olá Joaquim

    Obrigado pelo teu comentário / confissão.

    Sinto que este é o comentário mais sentido e profundo que temos no blog.

    Penso que o suícidio não deve ser assunto tabu (pelo menos neste blog nada é tabu).

    Acho que deve haver poucas pessoas, que de forma mais ou menos superficial, nunca pensaram que a melhor solução para qualquer problema num determinado momento seria acabar com a vida. Do pensar ao fazer vai um grande caminho, felizmente...

    É excelente ter-te aqui a blogar agora.

    Quanto ao viver o presente, continuo na minha. Viver o presente deve ser fazer coisas que nos fazem felizes. E preparar e trabalhar para o futuro devia fazer as pessoas mais felizes do que ver novelas.

    Esta é uma visão talvez um bocado rebuscada, mas cada vez mais pessoas só se sentem bem a fazer coisas que não trazem qualquer mais valia nem para si nem para a sociedade. É tipo vida pastilha elástica. Mastiga e joga fora. São milhões de horas desperdiçadas todos os dias.

    Abraços e Bjinhos

    Jorge

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  28. O meu comentário não tem muito a ver com os anteriores, mas hoje comprei a revista Sábado e fiquei com curiosidade em espreitar o seu blog...
    Já esclareci algumas questões que começaram a surgir na minha cabeça...esclareci-as ao ler os post´s e as suas respostas.
    Como cada um sabe de si, não vou tecer qualquer tipo de comentário ou se concordo ou não.
    Apenas quero dizer que acho que este artigo da Sábado lhe trará muita visibilidade.

    Beijinhos

    M

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  29. Oi. Eu sou brasileria e vi que você não pretende sexo nesses encontros. Eu só pergunto se, pra você, se a mulher pagar seus serviços e ela quiser se amassar, curtir com vc, querendo que vc esteja apenas em sunguinha minuscula e a mulher em questão (q posso ser eu) estiver em topless e monoquini fio dental com vc de sunguinha minuscula até mesmo tanguinha e quiser umas "curtes" erótico-sensuais, mas sem sexo, ai vc topa? Isso ai já funciona? Contato carnal com vc de sunguinha mini e a mulher em topless e fio dental envolvendo curtes e esfreganços carnais gerais, mas desde que não tenha sexo, ai vc aceita?

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  30. desculpa lá mas as mulhers pagam-te para dar cambalhotas?Com tanto sex-shop a gastar um dinheirão

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  31. Olá aos intervenientes...

    Em relação ao tema do passado, presente e futuro, quero deixar o meu ponto de vista...
    Atrás é dito que o passado não importa, eu acho que sim... Nós somos o presente do passado, e as dificuldades, as emoções do passado, são o espelho das que hoje transmitimos...
    O futuro! esse sim é incerto, e não o conhecemos, mas projectamos nele os raios e as memórias do presente e do passado...

    Gosto de vos ler..

    Byrne

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  32. Boa tarde estou aqui tambem a contar a minha historia para quem quizer houvir e so me mandar seu mail .Bom fim de semana

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  33. De facto a Mariana não irá ter uma vida emocional normal. Por mais que esse seja o seu desejo a compatibilidade entre uma vida real e a vida irreal de uma acompanhante não existe!

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  34. Um ser que não melhora é apenas um pedaço de carne morta. A essência da vida é viver o presente numa tentativa de melhoria a cada dia que passa.

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